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Mestrado e Doutorado em Filosofia

 

PRINCIPAL PRODUÇÃO DOCENTE QUADRIÊNIO (2017-2020)

                                  LIVROS AUTORAIS, TRADUÇÕES E COLETÂNEA INTERNACIONAL

Descartes CesarDESCARTES, R. Discurso do método & Ensaios. Tradução de César Augusto Battisti et alli. São Paulo: Editora Unesp, 2018, 525p, ISBN: 9788539307555

Sinopse: Em outubro de 1637 é anonimamente publicada, com o título de Discurso do método para bem conduzir a própria razão e procurar as verdades na ciência, mais A dióptrica, Os meteoros e A geometria que são ensaios desse método, a primeira obra de Descartes, unanimemente considerada como um marco fundamental para o processo de constituição da ciência moderna. Discurso & ensaios anuncia explicitamente o advento de uma filosofia prática que promove a união entre a ciência e a técnica, dando o primeiro passo para o nascimento da tecnologia, entendida como racionalização científica (metódica) da técnica, para tornar efetivo o ato técnico de controle (domínio) da natureza, cuja possibilidade se assenta na concepção de que a natureza é simples matéria em movimento, desprovida de qualquer finalidade intrínseca.


Merleau Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da. A natureza primordial: Merleau-Ponty e o ‘logos do mundo estético’. (2ª edição revista e ampliada). Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2019, 234p, (Série Fenomenologia e Existência, 3), ISBN: 978-85-7644-352-0

Sinopse: Que interesse, em especial, o tema da Natureza pode surtir no debate filosófico atual? Sobre qual campo heurístico se torna plausível a filosofia interrogar outra significação da Natureza para além das próprias ciências da natureza? Como a fenomenologia e a ontologia logram cumprir um questionamento mais radical dessa tarefa? Tratar-se-ia, aqui, de mais uma filosofia da natureza, em seu formato tradicionalmente metafísico? É possível interpelar outra ideia de Natureza, sem se tornar vítima da ilusão retrospectiva do naturalismo? Essas, entre outras questões, circunscrevem a atmosfera geral que move o curso do presente estudo tendo, como referência, a obra de Merleau-Ponty; obra essa animada, do início ao fim, por uma interrogação fundamental em torno do sentido primordial da Natureza. Merleau-Ponty jamais deixara de realçar o quanto a ciência e a filosofia exigem ser interrogadas a partir de suas próprias origens.


Fenomenologia e Hermeneutica Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da; VIESENTEINER, J. L. (Orgs.). Fenomenologia e Hermenêutica. São Paulo: ANPOF / PHI, 2019. 196p   ISBN: 978-85-88072-71-8

Sinopse: O presente volume corresponde à coletânea especial relativa aos trabalhos apresentados pelos membros dos GTs/Fenomenologia e Hermenêutica, por ocasião do XVIII Encontro Nacional da ANPOF, realizado no período de 22 a 26 de outubro de 2018, em Vitória (ES), na UFES (Campus Goiabeiras). Tais textos testemunham, de maneira inequívoca, um longo e fértil projeto de pesquisa que agrega, além de docentes, discentes pesquisadores das mais diversas instituições no país. Eles, então, primam pelo espaço de abertura e interlocução genuinamente propulsor que tem sido a marca da ANPOF.

Gabriel M Claudinei

SILVA, C. A. F.; RIVA, F. (Org.). Compêndio Gabriel Marcel: homenagem aos 90 anos de publicação do ‘Diário Metafísico’.  Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2017, 545p, ISBN: 978-85-7644-341-4

Sinopse: Esta obra marca a entrada de Gabriel Marcel na cena filosófica, projetando-o imediatamente como um filósofo maior. Um diário é constituído de notas tomadas para si mesmo no fim do dia. Há “diários íntimos” onde se narra acontecimentos de sua vida interior e fatos do cotidiano. O diário permite, afinal, a descoberta, a expressão e a construção de si. Na França, o gênero toma curso no século XIX com Benjamin Constant. Mas o diário de Gabriel Marcel não é um diário íntimo de forma que o leitor não apreende muito sobre a personalidade de seu autor. O diário mantido cotidianamente por Marcel é um diário “metafísico”. Trata-se, certamente, de uma questão de experiência cotidiana, existencial, mas é uma exploração filosófica que aí se dirige. Marcel não é seguramente o primeiro nem o único ao tomar notas ao fim de seu trabalho. Ele não é o primeiro no sentido de não mais perseguir certa empresa filosófica que consiste em não apagar o tempo da escritura prosseguindo cada dia de trabalho sem retornar para riscar o que teria escrito anteriormente e avançar no pensamento a partir de uma reflexão sobre a experiência (ou reflexão segunda).


MARCGabriel Fragmentos ClaudineiEL, Gabriel. Fragmentos filosóficos (1909-1914). Tradução: Claudinei Aparecido de Freitas da Silva. Cascavel: EDUNIOESTE, 2018, 93p, ISBN: 978-85-7644-351-3

Sinopse: A proposta, em pauta, de publicação dos Fragmentos filosóficos (1909-1914) se insere num projeto maior de tradução e publicação das obras do filósofo, compositor e dramaturgo francês Gabriel Marcel (1889-1973). Trata-se de um projeto que surge a partir de um percurso ainda pioneiro, aqui no Brasil, de revitalizar a obra de um dos mais expressivos pensadores contemporâneos. Marcel é, ainda, um autor desconhecido, especialmente, entre o público acadêmico brasileiro. Assim, Com essa edição, o público leitor de língua portuguesa tem, em primeira mão, um dos textos mais pujantes e, talvez, emblemáticos para se situar a gênese da história da filosofia no século XX. Trata-se, em especial, de alguns manuscritos seletos que, em gérmen, anunciariam alguns dos temas capitais que viriam constelar, de maneira inequívoca, tanto o desenvolvimento da fenomenologia em solo francês quanto da assim reportada “filosofias da existência”.


Contra o Juizo EsterHEUSER, Ester Maria Dreher (Org.). Contra o juízo: Deleuze e os herdeiros de Spinoza. Curitiba: Appris, 2019, 207p (Coleção Filosofia e Educação) ISBN: 978-85-473-3632-5

Sinopse: O tempo atual demanda um esforço brutal na direção da busca de fendas reconstrutoras de paisagens, brechas inspiradoras de novas geografias, becos produtores de oxigênio, buracos criadores de armas, vazios preenchidos de um vitalismo espaçoso... E por que falo de esforço? Porque estamos muito cansados. Fadigados das novas formas de tirania contemporânea: informações inócuas, comunicações nocivas, relacionamentos hostis, solidões solitárias, enfim, o reino da doxa em ascensão deliberada. A fundamental imagem de uma “solidão povoada” apregoada por Deleuze é feitiçaria para alguns de nossos contemporâneos.


Marx e o fetiche Jadir

ANTUNES, Jadir. Marx e o fetiche da mercadoria: contribuição à crítica da metafísica. Jundiaí, SP: Paco Editorial, 2018, 408p, ISBN: 9788546212927

Sinopse: Marx e o Fetiche da Mercadoria: contribuição à crítica da Metafísica mostra como o fetiche da mercadoria é uma continuidade do fetiche da religião e da metafísica criticado por Marx em sua juventude. O livro mostra como o mundo moderno da mercadoria continua a história das duplicações e das fantasmagorias da religião cristã e da metafísica, tais como aquém e além, relativo e absoluto, essencial e não essencial, humano e divino, mundano e sagrado, ao produzir o dinheiro como o Deus do mundo da mercadoria e uma cultura alienada, fetichizada e reificada correspondente à devoção mística e religiosa deste novo Deus.




Conflito e liberdade Ames

AMES, José Luiz. Conflito e liberdade: a vida política para Maquiavel. Curitiba: CRV, 2017, 228p ISBN:978-85-444-2205-2 /DOI: 10.24824/978854442205.2

Sinopse:
No esteio da interpretação republicana da obra de Maquiavel, que ganhou força considerável a partir da segunda metade do século XX, inúmeros trabalhos foram publicados, sem que nenhum deles tenha colocado em seu centro a questão do conflito político. É precisamente o que faz José Luiz Ames no importante livro que o leitor tem em mãos. E ele o faz de maneira sistemática, meticulosa, rigorosa, saindo em busca das várias formas que o problema adquire ao longo das obras de Maquiavel. Mostrando como Maquiavel ata o nó que prende vida política e conflito, Ames pode fazer seu percurso pelos textos do florentino. Mas irá privilegiar as formas da liberdade, vale dizer, sua constituição, sua fundação, sua conservação, e também sua destruição, sua negação, seu esquecimento e abandono na história dos corpos políticos. Algumas das questões políticas mais prementes, sobretudo aquelas que dizem respeito à natureza do exercício do poder e da participação popular nas democracias modernas, podem ser iluminadas a partir dos trabalhos de Maquiavel. Ames nos conduz, por meio de seu minucioso estudo sobre Maquiavel, ao coração da vida política moderna, onde nascem e morrem todas as nossas ilusões e esperanças.
 

Ensaios do Feminismo Marta

NUNES DA COSTA, Marta. Ensaios no feminino. São Paulo: LiberArs, 2018, 91p ISBN: 978-85-9459-071-8

Sinopse: Neste livro estão cinco ensaios que respondem a uma inquietação específica, a saber, a necessidade de compreender e atribuir sentido ao lugar das mulheres, não só na Filosofia enquanto disciplina e prática, mas também na sociedade que se diz ‘democrática’.  Cada ensaio oferece uma perspectiva deste lugar: o lugar das mulheres na academia, o que se prende com questões de representatividade e da própria experiência de ser mulher neste meio; o lugar das mulheres na relação dialética entre a lógica patriarcal, desigualdade e capitalismo; o lugar das mulheres como evidência das contradições entre uma sociedade ‘democrática’ e um sistema de práticas marcado pela violência naturalizada e suas injustiças subsequentes; o lugar das mulheres no espaço conceptual e prático de liberdade, assim como seu posicionamento no desafio de pensar um mundo mais justo; por fim, o lugar das mulheres na narrativa de promessa de uma revolução movida por ideais igualitários e democráticos.


Gadamer 10 Roberto

KAHLMEYER-MERTENS, Roberto Saraiva. 10 lições sobre Gadamer. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017, 184p    ISBN: 9788532653406

Sinopse: Em 10 lições sobre Gadamer, o Prof. Kahlmeyer-Mertens, mais do que acesso facilitado às ideias de um pensador, busca conduzir o leitor ao horizonte interpretativo a partir do qual os temas da hermenêutica filosófica ganham voz. Ao publicar esse título, a Coleção 10 lições da Editora Vozes entrega ao público a primeira obra de introdução inteiramente dedicada a Gadamer escrita originalmente em português.








Wolfdietrich Rosalvo

SCHMIED-KOWARZIK, Wolfdietrich. A relação dialética do homem com a natureza: estudos histórico-filosóficos sobre o problema da natureza em Karl Marx. Tradução: Rosalvo Schütz. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2019   ISBN: 9788576443407

Sinopse: Nessa obra, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik trava um debate científico-filosófico sobre a natureza, em que fica evidente que Marx expressa uma preocupação com a natureza, com a terra, com o solo, e isto é evidenciado em sua crítica à produção burguesa de valores que pressupõe o trabalho e a natureza, uma vez que, para ele, trabalho é uma relação metabólica entre o homem e a natureza. Para que haja valores de uso, são necessários dois fatores: o substrato material, que a natureza oferece, e o trabalho, com o qual o homem transforma a natureza para satisfazer as suas necessidades. É pelo trabalho que o homem se apropria dos recursos da natureza, imprimindo-lhes forma útil à sua vida e, atuando assim sobre a natureza externa e inorgânica, ele a modifica e transmuda a si mesmo.


Nietzsche Wilson

FREZZATTI JR., Wilson Antonio. Nietzsche e a psicofisiologia francesa do século XIX. São Paulo: Humanitas, 2018, 228p [Nietzsche em Perspectiva, 5] ISBN 978-85-7732-360-9

Sinopse: Dirigindo-se à França do século XIX, Wilson Frezzatti procura resgatar o itinerário que ligou filosofia, fisiologia e psicologia, ou seja, situar o ambiente e as teses que ampararam o surgimento de um estudo fisiopsicológico ou psicofisiológico em relação com o discurso filosófico daquele momento. Nessa perspectiva, o que Frezzatti mostra é que Nietzsche não se coloca na condição de um cientista ou seguidor das ideias de Ribot, mas na de alguém que empregou alguns conceitos psicológicos conforme suas necessidades filosóficas. Ademais, ao lado de semelhanças entre seu pensamento e o de Ribot, encontraremos diferenças que são cruciais para que o autor de Além de bem e mal mantenha sua independência filosófica e seu projeto de superação da metafísica e de elevação da cultura (a filosofia do porvir) [...]. A construção da psicologia nietzschiana se faz contra a psicologia vigente, o que lhe dá um caráter antimetafísico, antimoral e antiidealista.

PRINCIPAL PRODUÇÃO DOCENTE QUADRIÊNIO (2013-2016)

LIVROS AUTORAIS, TRADUÇÕES E COLETÂNEA INTERNACIONAL  

Edmund Husserl Alberto

Alberto Marcos Onate. Ficção e tempo na filosofia de Edmund Husserl. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016, 198 p (Série Filosofia; 228) ISBN: 978-85-397-0861-1


Sinopse:
Retratando o papel pontual dos processos ficcionais e temporais em cada etapa da meditação de Edmund Husserl, o autor busca cotejar a variabilidade terminológica husserliana empregada para designar os processos figurativos em seus sentidos respectivamente latos e estritos: ficção (Fiktion)/fantasia (Phantasie), consciência imaginativa (Bildbewusstsein), imaginação (Imagination, Einbildungskraft).
Acesso: https://editora.pucrs.br//Ebooks/Pdf/978-85-397-0861-1.pdf




Descartes segundo Cesar

GUÉROULT, Martial. Descartes segundo a ordem das razões. Tradução: César Augusto Battisti e outros. São Paulo: Discurso Editorial, 2016, 824p.  ISBN: 978-85-9470-003-2

Sinopse: O livro de Martial Gueroult sobre Descartes foi sempre uma referência indispensável, principalmente pelo rigor da abordagem e pelo encadeamento preciso da demonstração das teses que se esboçam nas Meditações Metafísicas. Como afirmara o intérprete francês: “Se a ordem analítica é a única a buscar a demonstração válida da filosofia e se apenas as Meditações (que se desenvolvem rigorosamente segundo essa ordem) permitem compreender singularmente o conjunto da doutrina, não há outro método para compreender as Meditações em si mesmas a não ser o de colocar em evidência esta ordem analítica pela qual as Meditações procederam exclusivamente na demonstração de suas verdades”.


Festschrift Simposio Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da Silva; CARDOSO NETO, Libanio e KAHLMEYER-MERTENS, Roberto Saraiva (Orgs.). Festschrift aos 20 anos do Simpósio de Filosofia Moderna e Contemporânea da Unioeste. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2016, 262p     ISBN: 978-85-7644-323-0

Sinopse: No ambiente peculiar da filosofia, o que se costuma nomear com a palavra alemã Festschrift invariavelmente se tornou homenagem a uma personalidade acadêmica em uma de suas efemérides. A obra propõe edição festiva para um evento que soma vinte edições consecutivas, e que, não apenas tornou-se autônomo, mas espiritualizou-se, a ponto de, entre os da UNIOESTE, passar como um de nós, em sua personalidade, anseios e brios. É isso que justifica um Festschrift para o Simpósio de Filosofia Moderna e Contemporânea da UNIOESTE, realizado desde o ano de 1995.



Kurt Goldstein Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da. (Org.). Kurt Goldstein: psiquiatria e fenomenologia. Cascavel, PR, EDUNIOESTE, 2015, 165p. [Série Estudos Filosóficos, n° 15] ISBN: 978-85-7644-302-5

Sinopse: Kurt Goldstein (1878-1965) foi um pensador subversivo – tão subversivo que Merleau-Ponty descreveu seu trabalho como uma “teoria existencial”. Fato é que Goldstein escolheu a medicina, e, especialmente, a psicopatologia, pela preocupação humanitária com aqueles pacientes que eram negligenciados pela ciência de sua época. Assim, a abordagem de Goldstein é uma crítica mais interna que externa da ciência. O reconhecimento do aspecto existencial do comportamento não é uma revogação de seu estudo ou análise científica. É uma transformação subversiva da ciência. É, portanto, esse panorama geral que a presente coletânea sobre a obra de Goldstein abre, em especial, no Brasil, como um projeto pioneiro, num momento em que se completa exatos 50 anos de sua morte.


Merleau Ponty Florianopolis Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da Silva e MÜLLER, Marcos José (Orgs.). Merleau-Ponty em Florianópolis. Porto Alegre: FI, 2015, 399p ISBN: 978-85-66923-56-8

Sinopse: O que se pode criar, hoje, a partir do legado de Merleau-Ponty? No Brasil, as ideias do filósofo foram fundamentais para o educador social Paulo Freire ao conceber o seu método de alfabetização de adultos. Da mesma forma, tais ideias estão presentes em diferentes trabalhos de artistas ligados ao movimento neoconcreto. Hélio Oiticica e Lygia Clark, nas artes plásticas, Ferreira Gullar na literatura e poesia são alguns exemplos expressivos dessa influência. Também na área clínica, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras buscam, nas teses de Merleau-Ponty a respeito da experiência de percepção do “outro”, modelos para se pensar ocorrências como o desejo, a paixão e a pulsão. As reflexões políticas de Merleau-Ponty, acerca dos paradoxos do socialismo real e do capitalismo baseado no consumo, também inspiram a crítica aos regimes totalitários em todo o mundo, inclusive no Brasil, à época dos governos militares. Este livro se propõe mapear alguns dos efeitos continuados e contemporâneos das ideias de Merleau-Ponty, especialmente seu elogio à ambiguidade como autorização à tolerância e à solidariedade, pilares constitutivos das políticas e das práticas de inclusão social.


Encarnacao e transcendencia Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da. (Org.). Encarnação e transcendência: Gabriel Marcel, 40 anos depois. Cascavel, PR, EDUNIOESTE, 2013, 153p. [Série Estudos Filosóficos, n° 14] ISBN: 978-85-7644-285-1

Sinopse: Esta obra presta um tributo a Gabriel Marcel (1889-1973), um dos grandes precursores da filosofia francesa contemporânea, por ocasião dos 40 anos de sua morte. Os textos reunidos nesta coletânea mapeiam um especial relevo quanto aos trabalhos ainda incipientes em torno do autor em foco. Questões como o estatuto da Filosofia, a problemática do corpo e da intersubjetividade, o fenômeno da ambiguidade e do tempo, a fé, a esperança e Deus estão no centro do debate como linhas de forças decisivas de um estilo de pensar radicalmente concreto embebido na multifacetada atmosfera cultural do século passado.


Textos para ensinar Ester e Wilson

HEUSER, Ester Maria Dreher e FREZZATTI JR, Wilson Antonio (Orgs.). Textos para ensinar e aprender essa tal filosofia... Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2016, 245p     ISBN: 978-85-7644-318-6

Sinopse: Este livro foi produzido em honra dessa tal filosofia. E que melhor maneira de a honrar do que mostrá-la viva, inquieta, criativa? Nada de reverências, nada de deferências, aqui. Mas a filosofia sendo experimentada, provocando experiências outras no pensamento, outras experiências de pensamento. Possibilidades múltiplas, caminhos muitos, bifurcados sempre, mas com encontros, conexões, possibilidades que se desenham e se fazem concretas para quem quer habitar a morada da filosofia.





Caderno de Notas 8 Ester
HEUSER, Ester Maria Dreher (Org). Caderno de Notas 8: Ética e Filosofia Política em meio à diferença e ao Escrileituras. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2016, 189p     ISBN: 9788576443063
Sinopse: O oitavo Caderno de Notas da Coleção Escrileituras apresenta uma coletânea de textos orientados pelas filosofias da diferença, especialmente em seus aspectos éticos e políticos. Os capítulos fazem voltas e revoltas de espirais, emitem intranquilidade, exorcizam o pesadume da erudição acadêmica científica, além de convidarem os leitores para o jogo de experiências de leituras e escrituras, com a expectativa de que disparem novas partidas, novos lances de dados sobre o tabuleiro do pensamento ético e político orientado pela diferença, dentro e fora da academia.




Montaigne e a politica Gilmar

CONCEIÇÃO, Gilmar Henrique. Montaigne e a política. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2014, 381p ISBN: 9788576442899

Sinopse: Considerando a dificuldade de acompanhar Montaigne, a palavra “tentativa” parece bem apropriada para descrever o intento deste estudo. As lentes com que o autor desta obra o segue são três noções complexas que percorrem os Ensaios e se interpenetram: política, obediência e subjetividade. O livro oferece ao leitor a oportunidade de tomar conhecimento não apenas da obra de Montaigne, mas também da tradição crítica tecida ao longo dos séculos. Trata-se de uma obra destinada àqueles que amam conhecer em profundidade um pensamento político singular com uma abordagem simples e clara.





Marx e Marxismo Jadir

ANTUNES, Jadir; CARVALHO, Marcelo e MOURA, M. C. B. (Orgs). Marx e Marxismo. São Paulo: ANPOF, 2015, 356 p (Coleção XVI Encontro ANPOF) ISBN: 978-85-88072-25-1

Sinopse: A publicação do volume Marx e Marxismo que integra os 24 volumes da Coleção XVI Encontro Nacional ANPOF tem por finalidade oferecer o acesso a parte dos trabalhos apresentados em nosso XVI Encontro Nacional, realizado em Campos do Jordão entre 27 e 31 de outubro de 2014. Historicamente, os encontros da ANPOF costumam reunir parte expressiva da comunidade de pesquisadores em filosofia do país; somente em sua última edição, foi registrada a participação de mais de 2300 pesquisadores, dentre eles cerca de 70% dos docentes credenciados em Programas de Pós-Graduação. Em decorrência deste perfil plural e vigoroso, tem-se possibilitado um acompanhamento contínuo do perfil da pesquisa e da produção em filosofia no Brasil.


A filosofia de Nietzsche Dias

DIAS José Francisco de Assis; CUNHA, Junior. A filosofia de Nietzsche: noções introdutórias. Toledo, PR: Vivens, 2018, 64p ISBN: 978-85-92670-80-1

Sinopse: Nesta modesta pesquisa sobre as noções introdutórias ao pensamento de Friedrich Nietzsche, os autores apresentam a contribuição para uma leitura posterior mais aprofundada das obras de Nietzsche. O objetivo, mesmo que sumariamente, é transmitir parte de sua filosofia, dado toda sua complexidade. No primeiro capítulo é trabalhado algumas noções introdutórias e necessárias à compreensão do pensamento de Friedrich Nietzsche. No segundo capítulo se versa sobre aqueles que acreditamos ser os principais conceitos da filosofia de Friedrich Nietzsche. Trataremos, assim, da Vontade de potência, da Genealogia da moral, do Eterno retorno e do Niilismo. Conclui-se, então, o terceiro capítulo, no qual se apresenta uma breve biografia do filósofo alemão, destacando as suas obras que melhor expressam seu pensamento.


A filosofia transcendental Luciano

UTTEICH, Luciano Carlos e FERRER, Diogo Ferrer.  (Orgs.). A filosofia transcendental e a sua crítica. Idealismo, fenomenologia, hermenêutica. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra/Coimbra University Press, 2015, 398p ISBN: 978-989-26-1048-1

Sinopse: Se a contemporaneidade filosófica nasceu com a crítica de Kant à Metafísica, o presente volume apresenta um percurso privilegiado pela formação da filosofia contemporânea. Especialistas do Brasil, Portugal e Espanha expõem perspectivas originais sobre temas centrais desse percurso, oferecendo um olhar diferenciado sobre várias estações constitutivas do pensamento contemporâneo. A ideia seminal do transcendentalismo kantiano dá unidade a uma panorâmica através de diversos temas e autores, abordados de pontos de vista inovadores. São objecto de estudo nos diferentes capítulos da obra a definição da Lógica Transcendental de Kant, o seu desenvolvimento e dialectização na filosofia clássica alemã, com Schiller, Hegel, Fichte e Schelling, a recuperação crítica do transcendentalismo em Simmel, bem como a sua influência e superação progressiva no desenvolvimento do pensamento fenomenológico, hermenêutico e existencial, abordado em estudos sobre Fink, Heidegger, Gabriel Marcel, Merleau-Ponty e Ricœur.
Acesso ao livro: https://digitalis.uc.pt/pt-pt/content/livro?id=38234


Thomas Kuhn Marcelo

PENNA-FORTE, Marcelo do Amaral e CONDE, Mauro Lucio Leitão (Orgs). Thomas Kuhn: A “Estrutura das Revoluções Científicas” (50 anos). Belo Horizonte: Fino Traço, 2013, 216p  ISBN 9788580541441 EAN 9788580541441

Sinopse: As múltiplas possibilidades de abordagem e inserção de A Estrutura das Revoluções Científicas, presentes neste livro, que ora o leitor tem em mãos, mostram não apenas a riqueza da obra kuhniana, mas também como seu autor influenciou de modo diverso os diferentes pesquisadores que aqui escrevem. Em rigor, neste livro, talvez apenas Paul Hoynigen-Huene pudesse ser chamado propriamente de “kuhniano”, mas todos nós, filósofos e historiadores da ciência, a partir de 1962, fomos impactados por Kuhn. Aqui está a nossa homenagem a ele e aos cinquenta anos de sua obra magistral. Convidamos a todos para discutir conosco a ciência em uma ótica kuhniana.


sociedade civil em Hegel Ciotta

CIOTTA, Tarcilio. O conceito de sociedade civil em Hegel e o princípio da liberdade subjetiva. Porto Alegre: FI, 2014, 188p ISBN: 978-85-66923-18-6

Sinopse: O livro tem como objeto de estudo o conceito de Sociedade Civil a partir da Filosofia do Direito de Hegel. Nessa perspectiva, o objetivo central desta investigação consiste em expor e demonstrar como Hegel, a partir de sua lógica especulativa, concebe este conceito enquanto emergência de uma nova figura da ideia ética, ideia esta que perfaz e abarca os acontecimentos do mundo moderno e apreende, neste aparecer fenomênico, o desenho e o progredir imanente da ideia da liberdade que se apresenta enquanto direito da particularidade e desenvolvimento histórico do princípio da liberdade subjetiva.



Nietzsche anpof Wilson

FREZZATTI JR, Wilson Antonio e CARVALHO, Marcelo (Orgs). Nietzsche. São Paulo: ANPOF, 2015, 456p (Coleção XVI Encontro ANPOF) ISBN: 978-85-88072-22-0

Sinopse: A publicação do volume Nietzsche que integra os 24 volumes da Coleção XVI Encontro Nacional ANPOF tem por finalidade oferecer o acesso a parte dos trabalhos apresentados em nosso XVI Encontro Nacional, realizado em Campos do Jordão entre 27 e 31 de outubro de 2014. Historicamente, os encontros da ANPOF costumam reunir parte expressiva da comunidade de pesquisadores em filosofia do país; somente em sua última edição, foi registrada a participação de mais de 2300 pesquisadores, dentre eles cerca de 70% dos docentes credenciados em Programas de Pós-Graduação. Em decorrência deste perfil plural e vigoroso, tem-se possibilitado um acompanhamento contínuo do perfil da pesquisa e da produção em filosofia no Brasil.


Nietzsche contra Darwin Wilson

FREZZATTI JR., Wilson Antonio. Nietzsche contra Darwin. (2ª edição ampliada e revista). São Paulo: Loyola, 2014, ISBN: 9788515041794

Sinopse: A relação entre os pensamentos de Nietzsche e de Darwin é complexa e multifacetada. Se, por um lado, encontramos referências a Darwin e ao darwinismo ao longo dos textos de Nietzsche, por outro lado, essas referências não são isentas de críticas. O livro Nietzsche contra Darwin, de Wilson Frezzatti Jr., publicado em 2014 e correspondente a uma segunda edição revista e ampliada, constitui-se como uma incursão pelas complexas relações entre o pensamento filosófico nietzschiano e os conceitos presentes nos escritos darwinianos.





PRINCIPAL PRODUÇÃO DOCENTE TRIÊNIO (2010-2012)
LIVROS AUTORAIS, TRADUÇÕES E COLETÂNEA INTERNACIONAL

s voltas Cesar

BATTISTI, César Augusto. Às voltas com a questão do sujeito: posições e perspectivas. Cascavel, PR; Ijuí, RS: Edunioeste/Edunijuí, 2010, 464p    ISBN: 978-85-7429-853-5

Sinopse: Tratar da questão do sujeito é tratar de um tema central à Filosofia e à História da Filosofia. Poder-se-ia mesmo elegê-la como fio condutor de boa parte do pensamento filosófico ou como forma de caracterização de seus vários períodos. Com efeito, muito se poderia dizer sobre a presença ou sobre a ausência, aqui e acolá, da noção de sujeito, bem como a respeito do modo como ela toma corpo e posição, recebe críticas, enfim, a partir das diversas maneiras de ser entendida e de ser examinada. Sem pretender, com a presente coletânea, oferecer algo que se assemelhe a tal empreitada ou a uma história da noção de sujeito, encontram-se, aqui, reflexões que apontam para a viabilidade dessa perspectiva. Tomados neles mesmos, os diferentes artigos apresentam tópicos ou problemas relacionados a essa questão maior, sempre circunscritos a determinados pensadores, dando-nos, com isso, uma amostra da riqueza do tema e da sua irradiação e articulação conceituais.


A natureza primordial Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da. A natureza primordial: Merleau-Ponty e o logos do mundo estético. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2010, 208p (Série Estudos Filosóficos, nº 12) ISBN: 9788560308132

Sinopse: Que interesse, em especial, o tema da Natureza pode surtir no debate filosófico atual? Sobre qual campo semântico se torna plausível a filosofia interrogar outra significação da Natureza para além das próprias ciências da natureza? Como a fenomenologia e a ontologia logram cumprir um questionamento mais radical dessa tarefa? Tratar-se-ia, aqui, de mais uma filosofia da natureza, em seu formato tradicionalmente metafísico? É possível interpelar outra ideia de Natureza, sem se tornar vítima da ilusão retrospectiva do naturalismo? Essas entre outras questões circunscrevem a atmosfera geral que move o curso do presente estudo, tendo, como referência, a obra de Merleau-Ponty; uma obra animada, do início ao fim, por uma interrogação fundamental em torno do sentido primordial da Natureza. Ora, o que leva o filósofo a se persuadir pela ideia de uma experiência primordial da Natureza? Merleau-Ponty jamais deixara de realçar o quanto a ciência e a filosofia exigem ser interrogadas a partir de suas próprias origens. Nessa direção, a tarefa filosófica dos tempos atuais deve buscar aquilo que constitui a “auto-produção de um sentido” (N, 19), isto é, o “sentido primordial, não lexical” (N, 19) enquanto desenvolvimento imanente do conhecimento objetivo, do corpo, da intersubjetividade. Por isso, para além do ideal de uma Natureza pura, a razão é posta sob uma exigência ontológica sem precedentes: a de uma explicitação radical do “conhecimento da natureza em seus primórdios” (PM, 160), ou seja, não a “natureza fora de nós”, mas aquela que “vivemos do interior”, isto é, “de dentro” (N, 20; 267; 275).


Pensar em Deleuze Ester

HEUSER, Ester Maria Dreher. Pensar em Deleuze: violência e empirismo no ensino de Filosofia. Ijuí, RS: Edunijuí, 2010, 192p ISBN: 8574298735

Sinopse: O que é pensar?”, eis a questão orientadora deste livro, que, pelas linhas de força da filosofia de Gilles Deleuze, responde-a: pensar é uma violência sobre as faculdades. Resposta inspirada, sobretudo, na obra Diferença e Repetição, cujo tema kantiano do conflito entre as faculdades é o lugar de explicação desse leitmotiv que atravessa a filosofia de Deleuze e que pode violentar o pensamento sobre o ensino de filosofia em seus diferentes níveis. Tratar da violência sobre as faculdades implica estabelecer uma doutrina das faculdades, o que, conforme Deleuze, só pode ser feito por meio de um empirismo transcendental. O livro defende que Deleuze produziu sua própria doutrina nas obras anteriores à Diferença e repetição, em seus escritos monográficos, obras nas quais desenvolveu as bases do seu programa filosófico quando procurou engendrar a gênese do pensar, isto é, fazer a descrição genética das condições de efetividade da experiência, edificando uma teoria diferencial das faculdades. Desenvolvimento levado a termo na conjunção: com Nietzsche, Kant, Proust, Sacher-Masoch e na intersecção entre Filosofia e Arte e Ciência, formas do pensamento ou da criação que só existem mediante experiências-limites, quando o pensamento e as demais faculdades são abaladas por forças heterogêneas a elas, tornando-as sensíveis ao impensado. Conceber o ensino de filosofia a partir do sentido produzido por Deleuze para esse problema – “O que é pensar?” – requer, portanto, privilegiar as relações agonísticas presentes nas três formas de pensamento e embaralhá-las de modo que delas se possa extrair novos movimentos de pensamento, de escrita e de possibilidades de existência.


Filosofia politica Ames

AMES, José Luiz. Filosofia política: reflexões. Curitiba: Protexto, 2012, 178p ISBN: 9788578282806

Sinopse: O destinatário deste libro é o estudante e o professor da disciplina de Filosofia nas escolas de ensino médio. Os temas foram preparados de modo a possibilitar a leitura e o debate durante uma aula. O professor poderá tanto utilizar-se dos temas para expor um assunto particular, quanto promover trabalhos em grupo sobre vários temas diferentes. linguagem simples e acessível favorece o entendimento e motiva a discussão. Os temas remetem sempre aos textos dos próprios filósofos a partir dos quais foram elaborados. Possibilitam, desta maneira, o aprofundamento da discussão e o enriquecimento do estudo. Muito embora o estudante e o professor de Filosofia sejam particularmente favorecidos com a leitura e estudo deste livro, ele é igualmente útil a todos os interessados em compreender melhor a realidade política atual. Ao melhorar nosso nível de formação, nos munimos de informações indispensáveis para uma intervenção mais efetiva na cena política. A leitura e o debate a partir destas reflexões fomentará o questionamento e a discussão sobre as estruturas políticas atuais e será capaz de estimular a criação de novas formas de participação e motivar ao comprometimento com a vida pública. No final, a política deixará de ser uma atividade de alguns profissionais, os políticos, para se tornar uma tarefa de todo cidadão. O resultado de tudo isso será uma comunidade humana mais justa e digna de ser vivida.


Linguagem e praxis Horacio

MARTÍNEZ, Horacio Luján. Linguagem e práxis: uma introdução à leitura do “segundo” Wittgenstein. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2010 (Série Estudos Filosóficos, nº 11) ISBN: 9788560308125

Sinopse: O livro Linguagem e práxis: uma introdução à leitura do “segundo” Wittgenstein espera servir, precisamente, como introdução ao pensamento do autor das Investigações filosóficas e Da certeza. Nesse sentido não foram evitados os atritos existentes tanto na exposição quanto na recepção das idéias do filósofo vienense. Eles aspiram a funcionar como instigadores para a reflexão do leitor. Ainda assim, o livro segue a inspiração wittgensteiniana segundo a qual a clareza não é um meio, mas um fim em si mesmo.


A tensao essencial Marcelo

KUHN, Thomas. A tensão essencial. Tradução: Marcelo do Amaral Penna-Forte. São Paulo: Editora da UNESP, 2011, 404p ISBN:  8539300796

Sinopse: Nesta obra fundamental, cuja tradução é cuidadosamente preparada pelo professor Marcelo do Amaral Penna-Forte da UNIOESTE, Kuhn, um dos maiores historiadores e filósofos da ciência do século XX, realça alguns traços fundamentais da atividade científica: a inovação e a revolução teóricas, o significado e o alcance da medição, o fenômeno da rejeição e da recepção do conhecimento novo e a natureza da "ciência normal".

     





Critica e utopia Rosalvo

SCHÜTZ, Rosalvo e ZIMMERMANN, Rainer E. Crítica e utopia: perspectivas brasileiras e alemãs. Porto Alegre: Sulina, 2012, 286p ISBN: 978-85-205-0666-0

Sinopse: Este livro é resultado de uma atividade inusitada: o esforço filosófico particular e específico de cada autor(a) articulado com uma intencionalidade comum de evidenciar interfaces entre crítica e utopia. Além disso, o livro representa a aproximação de pesquisas, pensamentos e esforços entre duas realidades situadas em países tão diversos como o Brasil e a Alemanha. Temos aqui, pois, um livro que é, simultaneamente, uma apresentação constelativa (diferentes olhares, apoiados em diferentes autores) sobre uma temática específica da mais alta atualidade, mas que constitui também uma experiência de exercício filosófico. São reflexões que pretendem ir até as fronteiras dos pensamentos e das utopias, sem deixar de manter o “pé no chão”. São textos de matizes teóricas diversas que testemunham não só a inclusão do Brasil em comunidades filosóficas das mais avançadas, mas também o vigor e a abertura da reflexão filosófica na Alemanha. Esta obra é também um registro substantivo do modo brasileiro de fazer filosofia e do modo alemão de fazer filosofia na atualidade.


PRINCIPAL PRODUÇÃO DOCENTE TRIÊNIO (2007-2009)
                                LIVROS AUTORAIS, TRADUÇÕES E COLETÂNEA INTERNACIONAL

O mundo ou Tratado Cesar

DESCARTES, René. O mundo ou Tratado da luz e O homem. Tradução, Apresentação e notas de César Augusto Battisti e Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli. Campinas, SP: Edunicamp, 2009, 456p  ISBN: 9788526808478

Sinopse: Este volume da Coleção Multilíngues apresenta aos leitores de língua portuguesa O mundo ou Tratado da luz e O homem, obras escritas por Descartes, de 1629 a 1633, e publicadas postumamente. Esses dois textos se revestem de grande importância para os que se interessam por questões concernentes à filosofia natural cartesiana, mas também para os que pretendem conhecer o pensamento de Descartes em seu conjunto. Nesta edição bilíngue, ao apresentá-los em um mesmo volume, procurou-se respeitar a unidade entre eles e resgatar a intenção original do autor quando os pensou como uma única obra. N’O mundo, Descartes apresenta as principais doutrinas de sua “física” mecanicista (estrutura da matéria, leis do movimento, explicação do sistema planetário, natureza e propriedades da luz). Com isso, oferece-nos uma visão bastante completa de seu “mundo”, sem deixar de se preocupar com sua fundamentação. N’O homem, Descartes expõe a sua concepção de fisiologia, na qual a mecânica é adotada como modelo explicativo. Ao apresentar o corpo humano pelo recurso comparativo à máquina artificial, esse texto pode ser interpretado como um estudo propedêutico à construção da medicina.


A carnalidade da reflexao Claudinei

SILVA, Claudinei Aparecido de Freitas da. A carnalidade da reflexão: ipseidade e alteridade em Merleau-Ponty. São Leopoldo, RS: Nova Harmonia, 2009, 328p ISBN: 9788560308071

Sinopse: O presente livro, fruto da pesquisa de doutoramento do autor, sustenta a tese de que a ideia de carnalidade atravessa, de ponta a ponta, a obra de Merleau-Ponty revisitando tanto a tradição filosófica quanto mantendo um vivo colóquio com outras fontes e escolas contemporâneas. Merleau-Ponty advoga uma tese capital: a de que a noção de carne se enuncia como um estado de questão que o pensamento no século XX permanentemente “restaura” e “aprofunda”. De um lado, o que se restaura, são as condições transcendentais repostas numa nova chave interpretativa, na contramão do paradigma clássico sujeito-objeto. A superação desse modelo teórico, flagrantemente solipsista, se efetiva em prol de uma noção de subjetividade mais ampla e integrada e, nessa extensão, radicalmente carnal sem concessão a qualquer pressuposição naturalista ou teísta. Por outro lado, o que se aprofunda é a relação de princípio com o mundo e com outrem deflagrada numa experiência mais global acerca do corpo e do tempo. A ideia de “carne” se torna, portanto, o signo dessa experiência mais vasta, constituindo o meio formador do sujeito e do objeto, a dimensão mesma de uma experiência indivisível entre eu e outrem, o entendimento e a sensibilidade.


O movimento dialetico Jadir

ANTUNES, Jadir & BENOIT, Hector. O movimento dialético do conceito de crise em O capital de Karl Marx. São Paulo: Týkhe, 2009, 176p (Coleção Marx e a Tradição Dialética) ISBN: 9788562265006

Sinopse: O livro O movimento dialético do conceito de crise em O capital de Marx é o resultado de anos e anos de estudo de O Capital de Marx. Foram feitos seminários de O Capital desde 2003. Trata-se, portanto, de uma pequena síntese de todo esse longo percurso teórico em nome de uma leitura dialética de O Capital. Sobretudo, hoje, diante da mais aguda crise do capitalismo após 1929, crise que atinge o centro do capitalismo mundial, O Capital de Marx tem se afirmado como a única elaboração teórica capaz de explicar as contradições do presente. Mais do que nunca, este livro é necessário e urgente.


120 anos Wilson

FREZZATTI JUNIOR., Wilson A. & PASCHOAL, A. E. (Org.). 120 anos de Para a Genealogia da Moral. Ijuí, RS: Editora UNIJUÍ, 2008, 368p  ISBN: 9788574296715

Sinopse: Em 2007, a publicação de uma das principais obras de Nietzsche, Para a genealogia da moral (Zur Genealogie der Moral), completaria significativos cento e vinte anos. Ora, sob esse prisma, a coletânea busca reconstituir como Nietzsche teria apontado a origem dos valores morais. Sua história da emergência de formas de valoração constitui um poderoso instrumento de sua crítica à moral que ele vivencia. Uma crítica necessária não porque esta moral estaria assentada, no passado, sobre fundamentos comprometidos, mas porque ela pode comprometer o futuro do homem. Por sua vez, sua arte de interpretar constitui outra forma de engajamento naquele embate contra a moral vigente. Interpretar, no caso, não equivale a fazer uma exegese, mas conferir sentidos e impor significados novos. Contemplando esta ideia de um engajamento, de uma forma de fazer guerra, Nietzsche se refere ao seu livro de 1887, em sua autobiografia, nos seguintes termos: “a cada vez um começo que obriga a desorientar, frio, científico, irônico mesmo, intencionalmente primeiro plano, intencionalmente temporizador. Aos poucos, mais agitação; relâmpagos isolados; verdades bem desagradáveis anunciando-se ao longe com surdo zumbido - até ser enfim alcançado um tempo feroce em que tudo se lança adiante com tremenda tensão” (EH/EH Genealogia da moral).


PRINCIPAL PRODUÇÃO DOCENTE TRIÊNIO (2004-2006)
                               LIVROS AUTORAIS, TRADUÇÕES E COLETÂNEA INTERNACIONAL

A fisiologia de Nietzsche Wilson

FREZZATTI JR., Wilson A. A fisiologia de Nietzsche: a superação da dualidade cultura/biologia. Ijuí, RS: Editora UNIJUÍ, 2006, 312p   ISBN: 8574294659

Sinopse: Nietzsche nunca tratou explicitamente a questão da relação entre cultura e biologia em seus textos, embora ela esteja neles implícita: seus textos, aparentemente, ora ressaltam a cultura, ora os processos biológicos. Isso pode nos indicar algo: o filósofo alemão talvez nunca tenha pensado em termos de predominância da fisiologia sobre a cultura ou da cultura sobre a fisiologia. As fases culturais foram apresentadas por meio de estados fisiológicos: elas são estados fisiológicos, isto é, diferentes graus de hierarquização de forças. Em outras palavras, os impulsos são utilizados por Nietzsche para pensar tanto estados fisiológicos quanto estados culturais. Os impulsos ou forças, ou seja, os quanta de potência são entendidos como fisiológicos, mas não em um dualismo cultura/biologia: o fisiológico, em Nietzsche, é a própria luta dos impulsos por mais potência - impulsos que constituem não apenas organismos, mas a própria efetividade, o vir-a-ser: seres vivos, o mundo inorgânico, produção humanas, etc. O fisiológico, no pensamento do filósofo alemão, não constitui uma esfera biológica em oposição a uma esfera cultural: o fisiológico nietzschiano rompe a dualidade biologia/cultura. Nietzsche dissolve a questão da predominância da biologia ou da cultura.




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