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Mestrado e Doutorado em Filosofia

 

PRINCIPAL PRODUÇÃO DISCENTE QUADRIÊNIO (2017-2020)
LIVROS AUTORAIS

Merleau Ponty Litiara

DORS, Litiara Kohl. Merleau-Ponty e Winnicott: intersubjetividade e psicanálise infantil. Porto Alegre: FI, 2019, 164p, ISBN: 978-85-5696-663-6

Sinopse: A nova ontologia, ou a chamada “ontologia da carne”, formulada por Merleau-Ponty, acena, em grande medida, para o importante contributo do pensamento psicanalítico no horizonte da fenomenologia. Merleau-Ponty, desde cedo, mostrou-se um grande simpatizante das ideias de psicanalistas ortodoxos como Freud, Lacan e Melanie Klein, sobretudo porque esse movimento procurou devolver ao corpo o seu sentido mais amplo, originário, afastando-se dos ideais puramente mecanicistas vigentes na tradição filosófica e nas ciências médicas, de orientação cartesiana. Quanto a Winnicott, por sua vez, trata-se de um eminente psicanalista, que, embora tendo mantido estreitos laços com seus precursores ortodoxos, acabou por desenvolver um pensamento muito próprio, original e propositivo. Malgrado o fato de que mantiveram interlocutores em comum, não há qualquer evidência mais concreta de que Merleau-Ponty e Winnicott tenham se conhecido e menos ainda pela leitura das obras um do outro; porém, não deixa de chamar atenção a proximidade e a complementaridade entre as ideias desenvolvidas por ambos. É esse horizonte concêntrico que a presente publicação busca vislumbrar.


Amor e acao Elissa

SANCHES, Elissa Gabriela Fernandes Sanches. Amor e ação no mundo: a formação teológica do espaço público em Hannah Arendt e Agostinho. Campinas, SP: Saber Criativo, 2019, 162p ISBN: 978-85-54925-26-0

Sinopse: Hannah Arendt desenvolveu sua tese de doutorado sobre o conceito de amor em Agostinho fora de sua dimensão teológica, tornando a filosofia a chave interpretativa para a sua análise. Como resultado, a filósofa alemã se debruçou sobre as contradições agostinianas no que concerne à tríade do amor: o amor a Deus, o amor a si e, especialmente, o amor ao próximo, problema-central de sua investigação. É nessa articulação que ela compreende o amor como motor da ação humana, gerador de movimento em direção a algo. Somado a isso, o bispo de Hipona visualiza o amor como um princípio ético que vincula os seres humanos formando, assim, comunidades. Entretanto, o que Arendt questiona é a capacidade do amor de atuar, por si só, nesta dimensão social. Sua investigação doutoral culminará na refutação da teoria agostiniana, em que o amor não promove nenhuma conexão social, mas existe algo por trás, primevo, que gera esta ligação desde o nascimento do indivíduo. Ora, é sob esse espectro que a presente obra Amor e ação no mundo: a formação teológica do espaço público em Hannah Arendt e Agostinho representa, para todos nós que amamos o pensamento de Agostinho, um divisor de águas, pois nela a autora, brilhantemente, consegue apresentar uma síntese do pensamento agostiniano iluminado pelas profundas reflexões de Arendt. Ao mesmo tempo, esse trabalho oferece aos leitores uma ilustradora reflexão sobre a inserção da categoria 'amor' no pensamento filosófico-político.


Do cuidado Katyana

WEYH, Katyana Martins. Do cuidado como essência da existência do ser-aí em Heidegger. Porto Alegre: FI, 2019, 133p ISBN: 978-85-5696-714-5

Sinopse: O presente livro pretende investigar o tema do cuidado (Sorge) no âmbito da analítica existencial em Ser e tempo de Heidegger. Disso decorre o seguinte problema: como o cuidado – como estrutura existencial do ser-aí (Dasein) – constitui a essência da existência? Isso posto, o presente livro busca determinar como o existencial cuidado constitui a essência da existência do ser-aí e de que modo aparece como o todo estrutural do ser do ser-aí. Para que esse objetivo seja atingido, o trabalho se ocupará de temáticas intrínsecas à analítica existencial, como é o caso da reabilitação da questão ontológico-fundamental (a questão sobre o sentido do ser), a desconstrução da história da ontologia e a fenomenologia hermenêutica da facticidade. Ora, é em meio ao projeto da analítica existencial que Heidegger apresenta a noção de ser-aí como o único ente ôntico-ontológico capaz de compreender ser e o seu sentido. Na busca pela caracterização deste ente, e a fim de entender de modo mais aprofundado o seu modo de ser, descrevemos a sua constituição existencial tendo em vista o seu caráter essencialmente compreensivo, mundano e decadente. A temática do cuidado surge, portanto, em meio a esses temas, descrita mais pontualmente após a crise da angústia, compreendida como tonalidade afetiva fundamental.


A hermeneutica Neusa

ONATE, Neusa Rudek. A hermenêutica fenomenológica na obra inicial de Heidegger. Porto Alegre: FI, 2018, 184p, ISBN: 978-85-5696-400-7

Sinopse: A obra analisa a possibilidade de uma investigação fenomenológica na filosofia de Martin Heidegger. O que implica num questionamento acerca da anterioridade da matéria e do conteúdo sensível do qual o próprio mundo é constituído. Como parâmetro, adota-se uma linha conceitual e argumentativa de passagens presentes no conjunto selecionado dos textos iniciais da obra do filósofo, contemplando, sobretudo, as lições de Marburgo, pelos quais defende-se que a fenomenologia é o como de uma investigação filosófica e que só é possível por uma via de acesso livre e direta, esta via é, para Heidegger, a hermenêutica da faticidade. Ao desenvolver a hermenêutica enquanto método fenomenológico, Heidegger estabelece a Abbau confrontando-se com os problemas conceituais inerentes à história da própria filosofia. Sob esta conjectura, assinala-se o confronto do filósofo com os problemas metodológicos da fenomenologia de Husserl mediante as análises críticas empreendidas por Heidegger às Investigações Lógicas e às Ideias I. A exposição visa apresentar elementos fundamentais para se compreender a trajetória do projeto filosófico de Heidegger no que tange à apropriação crítica dos conceitos fenomenológicos.


Do Espaco Maria Lucivane

MORAIS, Maria Lucivane de Oliveira. Do Espaço: uma interpretação fenomenológico-existencial a partir de ‘Ser e Tempo’, de Heidegger. Porto Alegre: FI, 2019, 127p ISBN: 978-85-5696-520-2

Sinopse: Neste livro, trata-se de analisar como a filosofia de Martin Heidegger traz real contributo ao pensamento que considera o espaço a partir de bases fenomenológico-existenciais. Sua obra trava um embate direto com a compreensão tradicional trazida pelas ontologias regionais e ciências empíricas (especialmente, a Geografia que o define por meio de dimensões físicas, isto é, pelo modo como é utilizado/ocupado pelo homem que nele habita, atribuindo-lhe usos e valores). Embora ao longo de sua obra o filósofo reconheça a coerência de tais definições, sua contribuição centra-se em mostrar que o espaço deve ser compreendido, primariamente, como uma experiência constitutiva da existência humana em face de sua situação de ser-aí (Dasein).


A politica em Marx Bruno

PAIXÃO, Bruno Gonçalves da. A política em Marx. São Paulo: Instituto Lukács, 2017, 188p ISBN:  978-85-65999-38-0

Sinopse: Haverá política no comunismo? Essa questão é, uma das mais candentes nos debates sobre a superação do capital. Sua importância pode ser assim sumariada: estariam certos Marx e Engels - e Chasin, Mészáros etc - que a política é fundada pela exploração do homem pelo homem e, por isso, deixaria de existir junto com as classes sociais? Ou, ao contrário, estariam certos autores mais recentes - Carlos Nelson Coutinho, Ralph Miliband etc. - que sustentam que a política dirimi questões que envolvem a totalidade da sociedade, seria tão universal quanto, por exemplo, o trabalho e, assim, estaria também presente no comunismo? No fundo, no fundo, trata-se de uma contraposição entre a concepção aristotélica de política, atualizada no sentido do liberalismo, e a concepção de Marx e Engels - com tudo o que essa contraposição implica. O livro de Bruno Paixão, A Política em Marx, entra nessa polêmica com uma clara e inequívoca posição: o fundamento da política está na propriedade privada. Ao fazer, possibilita uma saudável retomada de alto nível da polêmica e avança contribuições importantes para compreender a démarche de Marx e Engels nesse particular.


PRINCIPAL PRODUÇÃO DISCENTE QUADRIÊNIO (2013-2016)
LIVROS AUTORAIS

Construcao e superacao Douglas

MENEGHATTI, Douglas. Construção e superação das imagens de Sócrates em Nietzsche. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2016, 144p ISBN: 9788576443131

Sinopse: A leitura desta obra permitirá acompanhar as diversas nuanças do pensamento de Nietzsche, pois apresenta as personagens de Sócrates no corpus das obras nietzschianas, para mostrar os traços principais da complexa relação teórica entre os pensadores e os elementos a partir dos quais é possível pensar em uma superação do homem socrático como protótipo do "homem teórico".








Ontologia e fenomenologia Tiago

SANTOS, Tiago Soares dos. Ontologia e fenomenologia da consciência em Sartre. Saarbrücken/Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2015, 116p ISBN-10: 3639831152   ISBN-13: 978-3639831153
Sinopse: O texto apresenta uma introdução ao pensamento de Sartre no que tange a sua compreensão de realidade humana. A realidade humana se constitui a partir do conceito de liberdade. Melhor dizendo: a realidade humana é liberdade. Nesse sentido, exige-se que a realidade humana seja compreendida como um fenômeno dado e que ao mesmo tempo se constitui na história. O trabalho faz, inicialmente, um resgate do conceito de fenômeno, combate todas as formas de dualidade na constituição deste e, apresenta o monismo do fenômeno, bem como o ser do fenômeno. Essa análise, resulta do entendimento de que o humano apresenta a questão do ser do fenômeno. Para tanto, fez-se necessário compreender a realidade humana. O segundo passo é, após essa tarefa fenomenológica, enveredar pelos campos da ontologia da consciência, isto é, pela busca do ser da consciência. O trabalho é uma pesquisa tímida frente à filosofia sartriana, desenvolvido por meio de uma pesquisa orientado pelo Professor Claudinei Aparecido de Freitas da Silva, da Unioeste – Toledo – PR. O trabalho instiga o desejo pela continuidade e aprofundamento dos estudos sobre o pensamento sartriano.


O dualismo em Platao Jose

SANTOS, Tiago Soares dos. Ontologia e fenomenologia da consciência em Sartre. Saarbrücken/Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2015, 116p ISBN-10: 3639831152   ISBN-13: 978-3639831153

Sinopse: O texto apresenta uma introdução ao pensamento de Sartre no que tange a sua compreensão de realidade humana. A realidade humana se constitui a partir do conceito de liberdade. Melhor dizendo: a realidade humana é liberdade. Nesse sentido, exige-se que a realidade humana seja compreendida como um fenômeno dado e que ao mesmo tempo se constitui na história. O trabalho faz, inicialmente, um resgate do conceito de fenômeno, combate todas as formas de dualidade na constituição deste e, apresenta o monismo do fenômeno, bem como o ser do fenômeno. Essa análise, resulta do entendimento de que o humano apresenta a questão do ser do fenômeno. Para tanto, fez-se necessário compreender a realidade humana. O segundo passo é, após essa tarefa fenomenológica, enveredar pelos campos da ontologia da consciência, isto é, pela busca do ser da consciência. O trabalho é uma pesquisa tímida frente à filosofia sartriana, desenvolvido por meio de uma pesquisa orientado pelo Professor Claudinei Aparecido de Freitas da Silva, da Unioeste – Toledo – PR. O trabalho instiga o desejo pela continuidade e aprofundamento dos estudos sobre o pensamento sartriano.


A concepcao de Historia Maicon

FORTUNATO, Maicon José. A concepção de História nos Discursos de Maquiavel. Curitiba: Prismas, 2015, 213p ISBN-10: 8568274870 ISBN-13: 978-8568274873

Sinopse: O pensamento político do autor renascentista, Nicolau Maquiavel, tem se tornado objeto de reflexões por diversos estudiosos e leitores curiosos. Nas últimas décadas esse interesse se intensificou, devido a recepção positiva de suas principais obras: O Príncipe e os Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio (Discorsi). Na presente obra, o leitor terá acesso a algumas dessas reflexões, em especial, àquelas dedicadas aos capítulos dos Discorsi maquiavelianos. Através delas, busca-se identificar os princípios que fundamentam a teoria política de Maquiavel, tomando como referencial a problemática acerca da constituição e permanência das formas de governo, para isso, faz-se necessário investigar o tema da história e de seus desdobramentos. O livro percorre o momento maquiaveliano, expondo o debate acirrado no Quattrocento italiano entre a proposta cristã (agostiniana), de compreensão da história humana, e o ideal político do humanismo cívico. Inserindo-se ao debate se encontra o pensamento de Maquiavel que através de um diálogo franco com seus predecessores propõe uma posição original ao problema da contingência dos governos no tempo, permitindo a partir daí, uma reflexão sobre a esfera política e sobre a importância da ação humana na construção dos processos históricos.


Deleuze Guattari Altair

CARNEIRO, Altair. Deleuze & Guattari: uma ética dos devires. Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2015, 120p ISBN-10: 3639846222   ISBN-13: 978-3639846225

Sinopse: A composição de nossa escrita se apresenta como um texto, um ensaio para Resistir inventando, compondo outros ritmos imanentes na multiplicidade arborescente, ritmos de uma potência do por vir, reinventar vidas e desterritorializar as tradições molares, isto é, os ícones da sociedade que ditam forma como o casamento, a igreja, o trabalho, o sexo a binarização da vida, e reterritorializar em movimento contínuo de vir a ser. Nomadizar por territórios desconhecidos e ainda não caminhados, tornar-se outro de modos sempre novos e criativos inventando um povo que falta. Minorar. Possibilitar e ser atravessado por afetos e perceptos em devir, em fluxo e fuga sempre em vias de amputar o poder, verbos em atuação para, assim, experimentar uma vida inventiva no âmbito político e ético. Operar a vida por verbos indica ação, força que está no "entre" a escrita, a leitura e a vida, escrileiturar, forças da ética e política que atravessam a vida de um estado a outro, que fazem do pensamento uma sempre nova ética dos devires. Onde ensaiamos a inventar um duplo E & A. Uma & Outro.


A fundamentacao do Politico Marco

BATISTELLA, Marco Antonio. A fundamentação do Político e do Direito em Carl Schmitt: a dialética da Ordem e do Poder. Saarbrücken: NEA - Novas Edições Acadêmicas, 2013, 180p ISBN-10: 3639899792  ISBN-13: 978-3639899795

Sinopse: A noção de Poder do filósofo político e jurista alemão Carl Schmitt (1888-1985) constitui a "chave-mestra" nesta obra. Afinal, se, de um lado, Schmitt empreende uma incessante crítica ao “normativismo” da ordem liberal de modo a, todavia, não renunciar a necessidade de constituição de uma ordem normativa, como é possível, por outro lado, conciliar a normativadade com uma ordem política substancial e não-liberal? Nesse sentido, o intuito principal dessa obra consiste em demonstrar como Carl Schmitt articula a fundamentação do conceito de Político, ao inserir tanto a noção de Ordem Política e quanto a de Direito em uma dimensão configurada no "conflito" político. A obra é um convite a uma releitura dos "clássicos" da Política, tais quais Thomas Hobbes, John Locke e J.-J. Rousseau, sob uma possível interpretação da gênese do liberalismo. Por outro lado, ao confrontar a obra e pensamento de Carl Schmitt com teórico do Direito contemporâneo da envergadura de Hans Kelsen, propõe-se contribuir com um singelo aprofundamento na obra deste que certamente marcou o pensamento político e jurídico do século XX.


PRINCIPAL PRODUÇÃO DISCENTE TRIÊNIO (2010-2012)
LIVROS AUTORAIS

A alma na Helade Provetti

PROVETTI JR, J. A alma na Hélade: a origem da subjetividade Ocidental. Umuarama, PR: José Provetti Junior Editor, 2011, 59p ISBN: 978-85-9129727-0-7

Sinopse: Tradicionalmente no campo filosófico, as concepções de indivíduo, interioridade, subjetividade e demais correlatos ao conceito de indivíduo são creditados a Descartes, que viveu no século XVII, com sua reflexão metafísica que conclui com o famoso “penso, logo existo” (1996: 265-275). No entanto, ao historiador da filosofia cabe a tarefa de investigar as raízes históricas da famosa asserção cartesiana e remontando à tradição filosófica anterior ao pensador francês, percebe-se que é possível investigar a rede de filiações conceituais que eclodirão em Descartes, advindas dos inícios do pensamento filosófico, na Grécia, em especial, no que se refere ao conceito de alma e pelo que se entendia sobre isso no pensamento pré-socrático. Nessa medida, “A Alma na Hélade: a origem da subjetividade ocidental” é um trabalho no qual procurou-se estudar as bases do pensamento pré-socrático, as latências das noções de subjetividade e indivíduo ocidental sob a perspectiva do desenvolvimento dos conceitos de alma, imortalidade e sobrevivência da alma ao fenômeno da morte. 

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