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“Existe a possibilidade de haver falta de recursos hídricos nas três fronteiras?”, provoca o professor doutor Luciano Emerich Faria, do centro universitário Newton Paiva, de Belo Horizonte (MG), em sua primeira intervenção no início dos trabalhos da Oficina Rede Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento Resiliente do Clima, que será realizada nesta quinta-feira e sexta-feira (12 e 13), no campus de Foz do Iguaçu da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

A reflexão - feita na palestra “A Rede Resiliência Climática e suas possibilidades nos diferentes territórios” - sobre um possível desabastecimento hídrico na região trinacional, segundo o pesquisador, ainda não conduz a uma resposta definitiva. Mas propõe a discussão acerca da necessidade de estratégias eficientes de resiliência ao clima. O professor apresentou ainda ações desenvolvidas em Minas Gerais e elencou o impacto de catástrofes, usando como exemplos o rompimento das barragens em Brumadinho e Mariana (MG).

Os dois dias de atividades vão integrar gestores e instituições do poder público e da sociedade civil organizada, para debater e elaborar projetos possíveis e aceitos pelos organismos de financiamento internacionais. “O nosso desejo é termos uma região protegida, sustentável, e que a resiliência e a sustentabilidade sejam o foco das nossas ações, para construirmos cidades mais organizadas e menos poluídas. E, mais do que isso, com políticas públicas preparadas para proteger os cidadãos, em caso de eventuais catástrofes”, perspectiva a coordenadora no Brasil da Rede Internacional de Pesquisa Reino Unido/Brasil, a professora doutora da Unioeste Irene Carniato.

Financiamento a alternativas de resiliência ao clima

A Rede Internacional de Pesquisa Reino Unido/Brasil foi construída por meio de um projeto conjunto, desenvolvido na tríplice fronteira (Brasil/Paraguai/Argentina). O projeto tem por foco principal descobrir quais são as alternativas e projetos necessários de infraestrutura, educativos e de pesquisa para obter a resiliência às mudanças do clima. A Rede está inserida no programa Cidades Sustentáveis, Cidades Resilientes da ONU e foi desenvolvido em 2014 com o Reino Unido.

Em 2018 e 2019, a Rede conseguiu um financiamento internacional com o Conselho Britânico, Fundo Newton e Fundação Araucária, de forma que pudessem ser feito projetos que agregassem pesquisadores dos três países. O investimento resultou em um workshop internacional, realizado em Foz do Iguaçu, em setembro deste ano. “Neste workshop foi desenvolvida e criada uma Rede Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento Resiliente ao Clima, composta por 73 pesquisadores e mais 43 instituições, destes 15 membros são do Reino Unido, Brasil, Paraguai e Argentina”, explicou Irene Carniato, que antecipou ainda a realização de uma segunda rodada da oficina, que será realizada em janeiro de 2020.

Texto e foto: Marcos Oliveira

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