Com relação aos processos e procedimentos de autoavaliação levados a cabo pelo PPGH, destacam-se as seguintes informações:

A despeito das alterações promovidas pela CAPES no tocante à atual avaliação quadrienal, o PPGH/Unioeste já havia encampado certos mecanismos de autoavaliação com vistas à promoção de alterações em diferentes quesitos que dizem respeito ao funcionamento cotidiano do Programa, bem como os seus aspectos didáticos e formativos. Igualmente, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG/Unioeste) abriu diálogo com os 38 PPG’s em funcionamento na instituição, com o intento de formular uma resolução interna a nortear os procedimentos autoavaliativos e, do mesmo modo, construir pontes com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI, 2019-2023).

Diante disso, descreveremos os processos de autoavaliação do Programa até o momento. Temos fomentado processos avaliativos fundamentados em duas instâncias. Por um lado, (i) houve a criação de comissão interna de autoavaliação (CAA), formada entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, composta pelo coordenador do Programa, como membro nato, pela secretária do PPGH – na condição de representante dos servidores técnicos – e por representantes docentes e discentes de cada uma das 03 Linhas de Pesquisa, na proporção de um representante por Linha/categoria. Por outro, dada a relevância da matéria, o Colegiado do Programa deliberou a favor de (ii) procedimentos que sejam levados a cabo, como primeira instância de avaliação e deliberação, no âmbito de cada uma das 03 Linhas de Pesquisa, em conformidade com os interesses e a dinâmica que mais bem atendessem à maneira como as Linhas costumam proceder no dia a dia, desde que o corpo discente fosse abarcado ou esteja representado, ao menos. Com isso, o PPGH visa conferir maior capacidade de gerenciamento às Linhas de Pesquisa, no sentido de que os seus integrantes se encontram diretamente envolvidos com as ações formativas mais diuturnas (orientação das dissertações e teses, reuniões de trabalho e de estudo e assim por diante).

Concluindo, os processos de autoavaliação do Programa envolvem diferentes níveis de instanciação os quais, por fim, abrangem o corpo docente, o corpo discente e a secretaria do PPGH. Em 2020, objetivamos incorporar também os egressos e representantes da sociedade civil. Portanto, em um nível mais elementar, situa-se o trabalho no interior das Linhas de Pesquisa. Passamos, assim, a descrever os procedimentos e/ou instrumentos de autoavaliação adotados. Entre outubro e a primeira quinzena de novembro de 2019, as 03 Linhas realizaram reuniões de trabalho específicas – no caso da Linha de Pesquisa Cultura e Identidades, promoveu-se também uma assembleia geral na qual compareceu 85% dos docentes e 68% do alunado –, tendo por mote uma análise quantitativa e qualitativa da produção intelectual docente e discente no decorrer do quadriênio (ou seja, de janeiro de 2017 até o segundo semestre de 2019). Os dados coletados e as conclusões formuladas foram remetidas à coordenação do PPGH que, com a ajuda de outros docentes e discentes – que viriam, no geral, a compor a CAA –, sistematizou as informações e as apresentou para o conjunto do Colegiado do Programa em reunião de trabalho especificamente convocada para tanto, ocorrida ainda em novembro de 2019. Logo, o processo de autoavaliação abarcou os seguintes procedimentos: um trabalho de coleta e avaliação de dados no interior de cada uma das 03 Linhas de Pesquisa; feito isso, competiu à CAA sistematizar as informações enviadas pelas Linhas, divulga-las para a totalidade dos membros do Colegiado e conduzir os debates e propor procedimentos que englobam, pois, o Programa como um todo. Ao fim de todo esse processo, o Colegiado reúne as condições necessárias para deliberar acerca de alterações de qualquer natureza (didáticas, institucionais e assim por diante).

O PPGH compreende que tal processo tem se mostrado satisfatório, uma vez que as atividades letivas e de produção do conhecimento (em suma, as formativas na acepção mais ampla) desenrolam-se, de modo mais efetivo, no interior das Linhas de Pesquisa. A relação de proximidade, tanto do ponto de vista pessoal quanto acadêmico, estimulada pelo pertencimento às Linhas faz com que tais instâncias se situem como espaço adequado para que o processo autoavaliativo seja iniciado. Por seu turno, a fim de afastar qualquer possibilidade de atomização do processo, a CAA funciona como instância de sociabilização coletiva. Sendo assim, a CAA assumiu as atribuições antes confiadas a comissões de caráter ad hoc que eram formadas a partir do Colegiado do Programa (para nos limitarmos ao quadriênio em andamento, mencionem-se a comissão docente encarregada da proposição de novas regras para a realização de estágios pós-doutorais no PPGH, entre maio e agosto de 2018 e a comissão mista (docente e discente) responsável por formular proposta de nova grade curricular e de novos instrumentos de avaliação das Atividades Complementares que integram os créditos obrigatórios a serem cumpridos por mestrandos e doutorandos, que funcionou entre outubro de 2018 e março de 2019. Na sequência do texto voltaremos a esse ponto. Por ora, vale destacar que outras comissões que, porque não, também dispõe de papel (auto)avaliativo – bancas dos processos de seleção das turmas ingressantes de Mestrado e Doutorado ou comissão de seleção e acompanhamento de bolsistas – não se confundem com a CAA.

Finalmente, faz-se preciso destacar ações institucionais, promovidas pela PRPPG/Unioeste, que forneceram subsídios para que o PPGH formulasse seus procedimentos de autoavaliação. Referimo-nos aos ECAPS (“Encontros de Coordenadores e Assistentes da Pós-Graduação Stricto Sensu”), realizados desde 2018 na Reitoria da universidade, na média de um encontro por semestre. A troca de experiências com outros coordenadores de PPG’s da instituição, assim como com palestrantes externos convidados (desde coordenadores de Área da Capes, passando por integrantes de Pró-Reitorias de outras universidades) faz dos ECAPS um espaço que não deixa de configurar um mecanismo para o aprimoramento dos instrumentos internos de autoavaliação.

Dando prosseguimento ao relatório, quanto aos impactos da autoavaliação sobre as decisões do Programa, pode-se afirmar que o PPGH deu sequência, no ano de 2019, a um conjunto de pequenas alterações cujo início remonta a 2018, senão a período anterior. As comissões internas que precederam a CAA sistematizaram dados que serviram de suporte a modificações aprovadas pelo Colegiado do Programa, por meio de reuniões realizadas em julho, outubro, novembro e dezembro de 2018, bem como em março e novembro de 2019, que resultaram, entre outros, nos pontos que seguem abaixo:

(i) a autorização para que os pós-doutorandos possam lecionar disciplinas com carga horária de 30h/a (para além dos já tradicionais cursos de extensão e outras atividades ofertadas por aqueles que realizam conosco os seus estágios pós-doutorais). Tal medida visa ofertar ao corpo discente a possibilidade de tomar contato com temas e debates que porventura ultrapassem aquilo que corriqueiramente se encontra em meio às disciplinas do Programa;

(ii) a adoção de nova grade curricular (vide acima, o item “Estrutura Curricular” do presente relatório), que entrou em vigor para a turma de ingressantes do curso de Doutorado em 2019 e, igualmente, assim ocorrerá para os mestrandos que ingressarem em 2020. Para além da oferta de uma nova disciplina por Linha de Pesquisa (“História e Narrativa”, para Cultura e Identidades; “Estado e Poder: historiografia”, para Estado e Poder; e “Trabalho e Movimentos Sociais: Teoria”, para Trabalho e Movimentos Sociais), com a nova grade o Programa almeja integrar ainda mais as turmas de doutorandos e mestrandos entre si, ao eliminar a existência de disciplinas teóricas específicas para o curso de Doutorado (com exceção de “Trabalho, Cultura e Poder: Teoria e Metodologia” e dos “Seminários de Tese”), dinamizando ainda mais, pois, o processo formativo. Com tal perspectiva em mente, também se reduziram em 04 créditos a quantia necessária para o cumprimento de créditos relativos a disciplinas, tanto no Mestrado quanto no Doutorado.

(iii) por fim, o Programa reviu a maneira de avaliar as Atividades Complementares realizadas pelos alunos, adotando uma tabela composta por parâmetros e critérios bastante claros em relação a tamanha avaliação. Essa tabela passou a ser adotada para os doutorados que ingressaram em 2019, enquanto o mesmo se dará em relação aos mestrandos que se incorporarão ao Programa em 2020. Se trata de outra medida que visa estimular a produção intelectual discente sem, contudo, estabelecer índices rígidos ou elevados que possam comprometer as atividades de pesquisa e profissionais desempenhadas pelos discentes.

Em síntese, trata-se de alterações que objetivam equacionar algumas questões que surgiram no fazer-se cotidiano do Programa. Em sua maioria, elas têm por orientação os aprendizados alcançados com o curso de Doutorado, cujas primeiras defesas iniciaram-se em dezembro de 2018, assim como as mudanças que concernem ao cenário nacional, principalmente àquelas relacionadas aos novos critérios de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação publicizados pela CAPES a partir dos meses finais de 2018.