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Não é sobre morrer, é sobre como viver até que esse momento chegue.  Esse é o foco de um atendimento novo, complexo e sensível voltado a pacientes acometidos por doenças incuráveis e suas famílias, em Cascavel, no que se denomina “Cuidados Paliativos”. O trabalho é desenvolvido pela Equipe de Cuidados Paliativos (ECP) do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, composta por grupo multidisciplinar na área de saúde, e visa diminuir a dor e tantos sentimentos contraditórios dos que atravessam a fase de despedir-se de uma pessoa querida ou mesmo de saber que está concluindo sua passagem pela Terra. 

Com a expansão e reconhecimento deste atendimento, acontecerá neste final de semana o I Simpósio de Cuidados Paliativos do Oeste do Paraná,, promovido pela Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos da Unioeste (Pallium) e Liga Acadêmica da FAG (LACP) com objetivo de contribuir com a prática profissional voltada à área, bem como promover uma discussão sobre o assunto e expandir meios de abordagens.  Em Cascavel, dois médicos dedicam-se a, os paliativistas Gabriel Kreling e Thiago Giancuri. 

A psicóloga do HUOP, Sheila Taba, diz que o importante é mudar o olhar e envolver o máximo de pessoas nessa atenção diferenciada na saúde. “São pessoas empenhadas em humanizar o atendimento aos pacientes e deixá-los confortáveis até os últimos momentos do ciclo de vida”, enfatiza.

Os Cuidados Paliativos são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1990 que, desde então, tem se esforçado para colocar o tema na agenda mundial, inclusive, promovendo a evolução do conceito. 

Na última revisão a OMS alterou a definição para “uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes (adultos ou crianças) e de seus familiares que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Previne e alivia sofrimento por meio da investigação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas ‘físicos, psicossociais ou espirituais’”.

De acordo com relatório divulgado pela OMS, as iniciativas de cuidados paliativos no Brasil ainda não são suficientes. Recentemente, o Ministério da Saúde publicou uma resolução que normatiza a oferta de cuidados paliativos como parte dos cuidados continuados integrados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Luís Antônio Nethson, um dos pacientes cuidados pela equipe, um senhor de 80 anos, precisou de internamento, mas durante o período o apoio da família é fundamental. Com sete filhos, todos se revezam e o paciente não fica sozinho. Na manhã desta terça-feira, a nora Marilza Nethson, cuidou de Seu Antônio, enquanto ele dormia.

Simpósio

O Simpósio será nos dias 13 e 14 de setembro no auditório da FAG e tratará de temas como qualidade de atendimento, humanização e espiritualidade. A palestra de abertura ficará por conta de Henrique Ramos Grigio, médico paliativista e coordenador do Serviço de Paliação do Hospital Samaritano – SP, enfermeira Dra. Inês Gimenes Rodrigues e a psicóloga Tatiana Brum (equipe de cuidados paliativos do Hospital do Câncer de Londrina). Maiores informações: www.sympla.com.br 


cuiados paliativos

Nora vela sono de seu Antônio, numa abordagem humanizada de cuidados paliativos


Texto: Mara Vitorino

Foto: Mara Vitorino
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