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Estudantes, professores, representantes da comunidade externa e dirigentes de instituições públicas e privadas de ensino superior participaram da sexta sessão plenária do Fórum da Comunidade, na noite desta segunda-feira (8), na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Foz do Iguaçu. A reunião marcou o início das celebrações dos 40 anos de ensino superior no município.

O diretor-geral do Campus de Foz, Fernando José Martins, o reitor da Unila, Gustavo Oliveira Vieira, a jornalista e professora do IFPR, Ana Carolina Pimenta, o pró-reitor acadêmico da UniAmérica, Blasius Debald e o coordenador de Administração e Ciências Contábeis da Cesufoz, José Carlos Rolim de Moura, apresentaram um panorama das instituições, informando número de estudantes, cursos e infraestrutura das instituições. Também esteve presenta à sessão a coordenadora de Direito da Unifoz, Camila Bugallo Smaha.

A sessão do Fórum da Comunidade foi a primeira atividade da agenda comemorativa pelas quatro décadas de educação universitária na cidade. essa trajetória começou com a criação da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa), em 1979. atualmente Foz do Iguaçu conta com sete instituições públicas, particulares e comunitárias.

Em 9 de abril de 1979, o Conselho Estadual de Educação (CEE) emitiu parecer favorável à criação da Facisa. Foi uma decisão determinante para embasar o decreto de autorização do funcionamento da instituição, o que viria a acontecer alguns meses mais tarde, em junho daquele mesmo ano.

“As somas dessas histórias precisam ser contadas. Por isso lançamos esse movimento dos 40 anos de ensino superior em Foz do Iguaçu", disse Fernando Martins. ele destacou a importância da universidade para o desenvolvimento regional, lembrou da relação da Unioeste Foz com a comunidade e defendeu a atuação conjuntaentre instituições públicas e privadas da cidade.

Diálogo entre as instituições

Os representantes das instituições destacaram a transformação do município em um polo universitário trinacional. O reitor da Uila, Gustavo Oliveira Vieira, defendeu um diálogo continuado entre as faculdades e universidades sediadas em Foz do Iguaçu e cidades dos países vizinhos. Essa integração deverá se dar por meio da criação de um grupo de trabalho ou câmara técnica, que se reunirá de forma permanente.

O reitor reforçou a relevância da universidade e das políticas públicas em educação, bem como mostrou a importância do modelo representado pela Unila, que une diversidade e inclusão social. "A sociedade que está por vir passa pelos desenhos de políticas educacionais que estamos deliberando e as que efetivamente implementamos", apontou.

Em relação à integração com instituições dos países vizinhos, o coordenador de Administração e Ciências Contábeis da Cesufoz, José Carlos Rolim de Moura, entende ser importante a atenção aos alunos brasileiros que atualmente cursam ensino superior em Ciudad del Este (PAR) e Puerto Iguazu (ARG). "Hoje há em torno de 15 mil estudantes brasileiros nos cursos do Paraguai e seria importante envolvê-los nesse processo da vida universitária de Foz, já que ficam um pouco deslocado, tanto daqui quanto da realidade cultural dos outros países", disse o coordenador, que é formado em Administração pela Unioeste Foz.

História de muitos

Representando a comunidade externa na mesa do fórum, o vice-prefeito Nilton Bobato afirmou que todas as conquistas da instituição, incluindo os novos cursos, foram obtidas com mobilização. Ele destacou a implantação da Unila e do IFPR e referendou o trabalho das faculdades da rede particular de ensino superior.

"São 40 anos de luta, uma história de muitas mãos, feita por pessoas que dedicaram trabalho para essa construção", afirmou Bobato. O vice-prefeito ressaltou ainda a parceria entre prefeitura e a Unioeste Foz e a relevância da instituição para a formação dos professores da rede pública municipal de educação.

Defesa da universidade pública

Presidenta da APP-Sindicato/Foz, entidade que representa educadores da rede estadual de educação, Cátia Castro propôs que a programação dos 40 anos de ensino superior em Foz do Iguaçu inclua a defesa da educação pública. Segundo ela, esse é um direito da população que ainda não foi plenamente consolidado no Brasil.

“Devemos aproveitar o momento para fazer uma campanha de defesa da educação pública, da autonomia e da produção de conhecimento”, enfatizou Cátia. Ela lembrou que foram 40 anos de muita luta para o ensino superior e que o momento requer reafirmar a importância da universidade pública, gratuita e de qualidade.

#souegressounioeste

À plenária, o diretor-geral da Unioeste Foz, Fernando Martins apresentou a campanha desenvolvida para interação com os alunos formados pela universidade. A proposta Sou Egresso Unioeste consiste em envio de vídeos de egressos do campus, por meio do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, pelo número (45) 99108-6044. Para participar, o egresso deve fazer um vídeo de até 30 segundos se apresentando, citando ano e curso em que se formou e qual a importância de fazer parte dessa história, que agora completa quatro décadas.

Fernando Martins foto marcos oliveira