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Banco de Leite Humano do HUOP
precisa de doações

Para doar, entre em contato pelo telefone:
(45) 3321-5243

Toda mulher saudável, que esteja amamentando o seu próprio bebê e que tenha leite excedente pode se tornar doadora de um Banco de Leite humano.

A responsabilidade pelo setor de Banco de Leite Humano do Hospital Universitário do Oeste do Paraná - HUOP, atualmente é ocupada pela Enfermeira Anelise Vieczorek, formada em Enfermagem pela Unioeste (1999), é funcionária concursada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná a 11 anos. Responderá pelo cargo no período de 2012 a 2015.

 

Apresentação

O HUOP desenvolve atividades em prol do aleitamento materno desde 1998 (antigo Hospital Regional de Cascavel), e em setembro de 2005 conquistou o título de Hospital Amigo da Criança, concedido pela UNICEF e Ministério da Saúde.  Desde então os profissionais são constantemente capacitados para desenvolver ações de promoção e incentivo ao aleitamento materno.

Símbolo do Hospital Amigo da Criança - Unicef

Símbolo do Hospital Amigo da Criança - Unicef


Um importante serviço envolvido neste trabalho é o Banco de Leite Humano, que tem entre seus objetivos a promoção, proteção e apoio à amamentação. Neste sentido, desenvolve atividades para auxiliar as mulheres-mães que apresentem dificuldades no período da amamentação, tendo profissionais qualificados para também orientar sobre a saúde da criança.

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.

O leite materno doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais do HUOP e de outros hospitais do município que possuem unidades neonatais.

O Banco de Leite Humano do HUOP foi inaugurado em 1999. Nestes treze anos, mais de 4 mil mães foram doadoras, colaboradoras, parceiras, mães... contribuindo com mais de 30 mil litros de leite! Esse leite materno tem ajudado principalmente na alimentação de prematuros de muito baixo peso (500g a 700g) que não têm força para sugar o peito. Mais de 3 mil recém-nascidos foram beneficiados até hoje.

 

Doação é espontânea

Segundo a coordenadora do Banco de Leite, Anelise Vieczorek, a doação é espontânea e  surge a partir do trabalho diário de orientação, executado pela equipe do banco de leite.

Todas as mães, que tiveram seus filhos no HUOP e também fora dele, e têm dúvidas sobre a amamentação pode procurar a equipe. “Estamos aqui para ajudar aos que precisam de informações. Trabalhamos em prol da saúde da criança e pela queda nos índices de mortalidade infantil”

No Hospital, uma equipe composta por enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e médicos, participam de reuniões freqüentes e estabelecem uma rede de multiplicadores e informações sobre aleitamento materno.

As equipes ajudam as mães a iniciar a amamentação na primeira hora após o parto, orientam as mães sobre a forma de alimentar corretamente o recém-nascido, ou seja, não oferecendo nenhum alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja prescrito pelo médico, bem como encorajam o aleitamento sob livre demanda.

Segundo dados o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgados recentemente, se aumentasse o número de mulheres que amamentam exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida de seus filhos, seria possível, salvar a vida de pelo menos 1,3 milhão de crianças menores de um ano em todo o mundo. Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno deve ser o único alimento do bebê.

Outra atividade realizada pela equipe do Banco de Leite Humano é orientar e informar as mães de bebês internados na UCI e/ou UTI Neonatal e UTI Pediátrica do Hospital Universitário, de modo a garantir a manutenção da lactação para que possam amamentar seus bebês.

Para que isso aconteça, elas são orientadas a respeito da importância do aleitamento materno, de sua presença no hospital para ajudar na recuperação de seus filhos, da realização da massagem nas mamas e da ordenha manual para a estimulação e a manutenção de sua produção de leite.

O apoio, a orientação e o acolhimento de seus sentimentos são fundamentais para que a amamentação aconteça, mantenha-se e para que as dificuldades que venham a surgir sejam superadas.

Outro trabalho realizado por este serviço é a captação de doadoras, para garantir a doação e coleta de leite humano. Este leite será pasteurizado, e após rigoroso controle de qualidade, será distribuído para bebês prematuros ou baixo peso, que estejam internados na UCI, UTI neonatal ou outros setores do HUOP.


IMPORTANTE:

Quando uma criança é prematura, o leite de sua mãe contém mais proteínas. A mãe deverá retirar por ordenha. Para ter uma boa produção de leite deverá começar a expressão manual o mais cedo possível após o parto.

Para manter uma boa produção deverá retirar a maior quantidade que conseguir todas as vezes que a criança mamar – isto é, a cada 3 horas, dia e noite, ou oito vezes em 24 horas. Não deverá deixar um intervalo muito longo entre as retiradas. Se retirar apenas uma ou duas vezes ao dia, ou se deixar um longo intervalo noturno, sua produção de leite diminuirá.

O leite deve ser oferecido por sonda ou copo até que o bebê possa sugar o seio materno.

Ordenha do leite materno

A ordenha mamária é ato mecânico de retirar ou esvaziar os seios lactíferos, que pode ser feita manualmente ou com bombas elétricas ou manuais. Deve ser realizada preferencialmente com as mãos, por ser a forma mais efetiva, econômica, menos traumática e menos dolorosa, além de reduzir possíveis riscos de contaminação.

A ordenha deve ser realizada para:

• Manter a lactação;

• Aliviar o ingurgitamento mamário (peito empedrado);

• Aliviar a tensão na região mamilo-areolar visando a uma pega adequada;

• Alimentar bebês que não têm condição de sugar diretamente no peito da mãe, por prematuridade, doença e outras dificuldades relacionadas à amamentação;

• Fornecer leite para o próprio filho, no caso de volta ao trabalho ou separação temporária por outras causas;

• Tratar mastite;

• Colher o leite para ser doado a um banco de leite humano (BLH).


O leite pode ficar armazenado congelado no domicílio por até 15 dias, após recolhido passa por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

Toda mulher saudável, que esteja amamentando o seu próprio bebê e que tenha leite excedente pode se tornar doadora de um Banco de Leite humano.

Para doar seu leite aqui em Cascavel, você pode entrar em contato com Banco de Leite Humano do HUOP pelo telefone: 3321-5243

Será agendada uma visita domiciliar para orientações, preenchimento do cadastro e entrega de vidros esterilizados. Semanalmente são realizadas visitas para coleta do leite humano ordenhado pela equipe do Banco de Leite Humano.

 

Links Importantes:

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

Aleitamento.com